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Corcovado – Njih dvije

Na data 18 de setembro de 2016, às 6 horas da manhã (horário de Brasília), duas meninas de idades próximas e de nacionalidades diferentes decidem fazer uma trilha para chegar ao Corcovado, o famoso ponto turístico do Rio de Janeiro, mais conhecido como Cristo Redentor. Uma trilha de 2 horas e 20 minutos (aproximadamente), 2.24km, 704m. Após terminarem o café da manhã com o sabor único do café sem açúcar, ambas ajeitaram os últimos detalhes para realizar o trajeto até o Parque Lage, local de início. O primeiro passo foi o trem, na estação do Méier, com companhias de inúmeras pessoas em seus destinos diferentes acompanhados de outros que estavam vendendo, através da voz alta e bom som, as suas balas, chicletes, biscoitos em busca de um trocado (dinheiro). Desceram na estação programada e foram para o Metrô. Inicialmente parecia que estavam no caminho correto para chegar ao local no tempo marcado, mas não foi exatamente deste jeito, é claro.

As duas meninas, uma delas nativa, entraram no Metrô e começaram a perguntar aos que estavam nos seus assentos o melhor lugar para desembarcarem. Um grupo manifestou e deram as instruções. Ok. Realizamos. Ao desembarcamos tiramos a dúvida com o guarda de segurança e o mesmo não soube responder. Havia umas quatro pessoas esperando o metrô e aproveitaram para fazer a mesma pergunta, porém eles eram da região Sul do Brasil, ou seja, também eram turistas naquele momento. Então, elas concluíram que o ideal era pegar novamente o Metrô e descer aonde o site do Parque Lage informou. Entraram e a nativa quis perguntar para a pessoa ao seu lado e, em trocas de informações com os outros que estavam ao redor, surgiu uma outra estação que era praticamente no final da linha do Metrô. As duas entraram na risada e a amiga gringa ficou aborrecida por não chegar no ponto em comum dos restantes que já havia perguntado. Mais uma vez, elas desceram na estação seguinte e foram em uma cabine que tinha uma policial. Conversa vai e conversa vem, a policial confirmou a estação dita no site e concluiu que era a melhor escolha. Ok, bora lá.

Depois de um tour feito no Metrô, que por sinal era barulhento demais, conseguiram pegar o ônibus e soltar no Parque Lage. Pararam um gari para saber desta trilha e o mesmo aterrorizou as amigas. Dizia que era maluquice, ainda mais por estarem sozinhas. Não ligaram muito para esses dizeres negativos e entraram no Parque. Era grande e coberto de árvores que tinham seus odores particulares. Ao chegar no início da trilha, elas viram um grupo de excursão, duas inglesas perdidas e um rapaz brasileiro. Deixaram seus contatos, acaso se perdessem, e partiram. Elas começaram a puxar conversa com o rapaz brasileiro, este que realizou três vezes esta caminhada, começou a ser nosso guia. Durante o trajeto, conversaram de muitos assuntos e gravavam alguns pedaços para recordação e, cada vez mais, a subida se tornava mais cansativo, mas não pesada. Pararam algumas vezes, até porque a amiga nativa estava fora de forma. Pararam para comer frutas e hidratar. Cada pedaço descoberto pelas árvores, as meninas tiravam fotos. Era uma beleza singular. Desde o primeiro passo já dava para ver o Cristo. A ânsia de chegar gritava dentro das duas. Houve um momento que a subida começou a ficar cada vez mais íngrime e tinha que escalar uma pedra. Esta pedra que tinha um galho enorme em seu corpo e fixo na terra, além das pegadas fixas de metal para apoiarem os pés. Logo, era tranquila. Nesta pedra parecia o ponto de encontro. Um monte de pessoa descendo ou subido. Era fila única. Tinha que esperar o que descia para chegar a sua vez de subir. Ao chegar na trilha de trem/bonde (uma outra opção de ir ao Corcovado, entretanto mais caro) surgiram diversos micos. Parecia ser uma família. A amiga gringa ficou alucinada. Queria cada segundo aproximar mais dos animais e a amiga nativa pedindo para que tenha cuidado, mas é óbvio que ela não deu trela, atenção para amiga. Tirava foto e sorria, mas havia uma alerta para não dar comida e cuidar dos pertences porque os macacos tinham ou têm costumes de pegar e sair correndo.

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Depois que a amiga gringa realizou um dos seus sonhos, deram continuidade. Mais um pouco de subida e pronto. Estavam cada vez mais perto. Chegaram. Foram exatamente duas horas de trilha com um mormaço e, de vez em quando, o sol surgia forte. Entramos. Havia muita gente, de todos os locais. Cada um com seu idioma. Todos estavam querendo buscar o melhor ângulo para que o Cristo saísse na foto sem ser cortado e a amiga nativa deitou no chão e conseguiu fazer vários cliques. Horas depois, elas ficaram em um degrau onde o Cristo era como fundo de um cenário e a amiga gringa fez um vídeo para os seus amigos. Ficaram horas e horas para curtirem essa aventura. Estava muito quente. O brasileiro que se tornou guia se despediu das meninas e elas ficaram mais um tempo.

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Por volta das 16 horas, se prepararam para descer. Antes elas sabiam que poderia buscar um ônibus, pois o guia tinha dado esta dica, mas foram iludidas. Não existe essa possibilidade para quem fez a trilha. Ok. Elas se hidrataram, colocaram umas músicas e começaram para mais 2 horas. A amiga nativa ficou inconformada porque seus músculos já estavam sem vida própria para seguir, mas a amiga gringa estava animadíssima para chegar ao Cosme Velho. Esta descida tinha seu cenário as árvores, os barulhos da natureza, a(s) favela(s) e alguns condomínios de casas. A amiga nativa começava a reclamar pelo caminho que não tinha fim. Era tanta curva e não havia nenhum ser vivo no caminho, embora na subida ter visto bastante. A amiga gringa dançando e se encantando pelo cenário. Quando deu de cara com a favela cismou em tirar uma foto, logo a nativa fez o papel. Diversas fotos e nada de chegar no Cosme Velho. Após 2 horas, viram a placa. A nativa que reclamou tanto abriu um sorriso e não acreditava que poderia sentar e descansar o seu corpo. Mas isso foi por minutos porque ambas descobriram que para chegar ao Méier teriam que pegar uma condução que ficava por volta de 20 minutos à pé. Para quem acabou de andar 4 horas, no total, mais 20 minutos não seria nada. Ilusão!! Esses 20 minutos se tornavam quase 60 minutos. Daqui a pouco elas estavam realmente no Méier!! Foram 30 minutos para chegar ao ponto de ônibus e pegar o número que levava a casa. As meninas chegaram às 19 horas em casa. Desde as 8 horas na rua. A amiga nativa pegou a condução para regressar a sua cidade, em Niterói. Por fim, a amiga nativa realizou o desejo próprio de levar a amiga gringa para conhecer o Corcovado.

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Foi um dia largo, quente, cansativo, porém divertido e cheio de lembranças. Um lugar bonito, cheio de encantos com sua cor verde espalhada por todo trajeto. Nada mais perfeito que duas amigas que só sabiam rir de uma e da outra. Que se repita por vários lugares e por várias trilhas.

Autor: N. G. (Rio de Janeiro, Brasil)

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Njih dvije

Dana 18og septembra 2016te godine, u 6h ujutru (vremenska zona Brazilija), dvije djevojke približnih godina i različite nacionalnosti odlučuju pješačiti do Korkovada, čuvene turističke atrakcije Rija de Ženeira, poznatije kao Kristo Redentor. Uspon od 2 sata i 20 minuta (otprilike), 2,24km i 704 metra nadmorske visine. Nakon doručka i jedinstvenog ukusa kafe bez šećera, sređuju poslednje detalje za realizaciju puta do “Parque Lage”, početne tačke. Prvi korak tog dugog puta bila je vožnja vozom. Na stanici Mejer, mnoštvo različitih putnika, uključujući i prodavce koji u potrazi za kruhom su primorani da prave buku nudeći tako kojekakve žvake, čokoladice, keksiće. Sa centralne željezničke stanice, djevojke se upućuju do stanice metroa. U početku se činilo da su na pravom putu da stignu do odredišta u predviđenom vremenu, ali naravno da nije bilo tako.

Djevojke, od kojih je jedna brazilka, ulaze u metro. U želji da saznaju koji je najbolji i najbrži način da se dođe do pomenutog parka, počinju da ispituju saputnike. Jedna grupa ih upućuje na prvu adresu. Ispostavilo se da je kriva po izrazu lica sljedećeg sagovornika. Čekajući ponovo metro (sad u drugom smijeru) isto pitanje postavljaju drugim lokalcima. Opet ih pogrešno upućuju. Na kraju, one odlučuju poslušati svoju intuiciju. Ulaze u metro. Brazilka je željela još jednom pitati za informacije, ali uvidje da nove, ponovo različite od svih verzija koje su do sad čule, naljutiše njenu drugaricu strankinju. Pogledavši se, obje prasnuše u smijeh.

Nakon višesatnog lutanja po metrou, konačno su autobusom došle do Parque Lage. Zaustavljaju uličnog čistača da ih uputi ka Korkovadu, ali i on pokuša da zastraši drugarice govoreći im da je to suluda ideja, posebno što su njih dvije same. Ne obazirući se previše na ove negativne komentare ušle su u park. Bio je ogroman sa velikim stablima specifičnog mirisa prašume. Po dolasku na mjesto početka uspona, sretoše grupicu od dvije pomalo zbunjene Britanke i jednog Brazilca. Ostavljajući lične podatke kod čuvara parka, za slučaj da se neko izgubi, krenuše u pohod. Upustile su se u priču sa Brazilcem koji je jedini među njima “planinar” sa iskustvom. Tokom tog puta razgovarali su o različitim temama, zastajkivali su da slikaju i snime pojedine predjele, ponekad i da odmore. Svakim korakom uspon je bio naporniji, ali ne tako težak kako su ga neznalci pokušali prikazati. Neopisiva ljepota i pogled na statusu Krista su se pružali već od samog starta. Uzbuđenje da postignu cilj vrištalo je iz njih. Isto to uzbuđenje je bilo najveća motivacija kad je nedostajalo snage, a najviše su je trebali kao prilikom penjanja uz stijenu sa kojom se ni jedna od njih dvije ranije nije susrela. Uz prijateljsku podršku lako se savladala. Ta stijena je ličila na mjesto sastanka. Stvorila se gužva u oba pravca, jedni su se penjali, drugi silazili.

Iznad same stijene nalazi se pruga (još jedan od načina da se dođe do Korkovada, samo malo skuplji). Vrlo interesantna, jer voz sve vrijeme ide kroz šumu i uz priličnu uzbrdicu. Zaustavili su se i oni, ali i ostali “šetači” jer je zvuk voza najavljivao njegov dolazak. Starinski voz nije bio jedina atrakcija na tom putu. Uz samu prugu pojavilo se mnoštvo majmuna, čitava jedna porodica, koji važe za najmanje na svijetu. To je strankinju potpuno raspametilo. Svaki sekund im se sve više približavala iako je njena drugarica Brazilka upozoravala da se pazi jer mogu biti opasni. Nije baš nešto pretjerano marila za komentare svoje drugarice. Slikala ih je i smijala se. Kada je njena prijateljica strankinja konačno ostvarila svoju želju, nastavili su put do krajnje destinacije.

Nakon tačno dva sata stigli su do statue Krista. Sunčan dan, iako sparan, stvorio je gužvu na vidikovcu. Odjekuju raznorazni jezici. Turista i lokalaca posvuda, ali svako se trudi naći najbolji ugao za slikanje. Drugaricama se nije žurilo. Sjedile su satima i satima na suncu uživajući u pogledu i postignutom uspjehu. Skoro pred sami zalazak sunca, odlučiše da se vrate u grad. Saznanje da u cijenu ulaznice nije bio uračunat prevoz od Korkovada (kako su one prethodno mislile) nije ih baš obradovalo. Čuvši cijenu, shvatile su da je mnogo isplativije još dva sata pješačenja i jedan dobar ručak. Spremne i odlučne upustiše se u novu avanturu. Uz muziku i ples činilo se lako, a onda je Brazilka počela da osjeća umor i učestalo da se žali što putu nema kraja, dok je strankinja izgledala vrlo inspirisana i odlučna da dođe do Kosmo Veljo (naselja ka kome ih, nadajući se, ovaj put vodi). Drveće, zvukovi prirode, favele i poneka kuća usput. Djeluje kao put kojim ljudska bića ne prolaze, čak ni rijetko. Korak po korak, sat po sat, umor je sve više preuzimao kontrolu nad djevojkama, ali cilju se nije nazirao trag. “Još samo ova krivina, pa smo stigle” jedino u čemu su njih dvije pronalazile snagu. Nakon četri sata hodanja, stigle su…na pola puta do kuće. Shvatile da su zapravo umjesto predviđena dva prešle 16 kilometara i sve zbog toga što nije imao ko da im kaže kako je to nemoguće.

Bio je to dug, topao i naporan dan, ali istovremeno jedna vrlo važna životna lekcija za obje. Ništa ljepše od prijatelja koji umije da te navede na smijeh. Da li od srca ili muke, sasvim je svejedno ako ispunjava zadatak u datom trenutku. Njih dvije su na ovom putu u nadmetanju same sa sobom, odnijele zajedničku pobjedu. Neka se ponovi na različitim mjestima i različitim stazama.

Autorke: Njih dvije

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